POLÍCIA PRENDE SUSPEITOS DE EXECUTAR EX-PM E AMIGO DURANTE ATAQUE EM SÍTIO DE MANAUS

Vítimas foram torturadas antes de serem mortas; outros dois envolvidos seguem foragidos, segundo a DEHS

Foto: Ilustração

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), cumpriu na quinta-feira (07/05) mandados de prisão preventiva contra Arilson Silva de Lima, de 30 anos, e Rodrigo Mendonça Macedo, de 24, investigados pela morte do ex-policial militar Francisco Marques dos Reis, de 59 anos, conhecido como “Max”, e de seu amigo Paulo César Lima de Sena, de 57 anos.

O crime aconteceu no dia 27 de fevereiro deste ano, em um sítio localizado no bairro Tarumã, zona oeste de Manaus.

Segundo as investigações, homens armados e encapuzados invadiram a propriedade e executaram as vítimas. Conforme a delegada Marília Campello, adjunta da DEHS, Paulo César teria sido morto apenas por estar no local no momento da ação criminosa.

De acordo com a autoridade policial, as vítimas foram rendidas, submetidas a sessões de tortura e depois assassinadas com disparos de arma de fogo. A polícia acredita que o grupo criminoso decidiu eliminar todas as possíveis testemunhas devido à alta periculosidade dos envolvidos.

Ainda conforme a delegada, uma terceira pessoa também estava no sítio no momento do crime. Até agora, não há confirmação se ela conseguiu fugir, permanece desaparecida ou se também foi morta pelos criminosos.

As investigações apontam que Arilson e Rodrigo participaram diretamente da execução das vítimas. Rodrigo Mendonça já estava preso desde o dia 15 de abril, após ser autuado em flagrante pelo latrocínio do idoso Raimundo Nonato, de 66 anos, ocorrido na zona leste de Manaus.

A Polícia Civil informou ainda que os dois suspeitos possuem antecedentes criminais por tráfico de drogas e roubo, além de integrarem uma organização criminosa que atua no estado.

Outros dois envolvidos identificados como Riquelme Ramos Matias e Vinícius Rosas Torres Neto seguem sendo procurados pelas autoridades.

O caso é tratado pela Polícia Civil como uma execução ligada à atuação de organização criminosa em Manaus. A brutalidade da ação, marcada por tortura e assassinato dentro de uma propriedade isolada, reforça o avanço da violência praticada por grupos criminosos armados na capital amazonense. A DEHS segue trabalhando para identificar todos os envolvidos e esclarecer o paradeiro da terceira pessoa que estava no sítio.

Arilson Silva de Lima e Rodrigo Mendonça Macedo responderão por homicídio duplamente qualificado e permanecerão à disposição da Justiça. A Polícia Civil reforçou que denúncias anônimas sobre os foragidos podem ser feitas pelos canais oficiais da DEHS e da SSP-AM.

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Foto: Divulgação/PC-AM

Vídeo da Execução

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