A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos (DERFV), prendeu em flagrante, na segunda-feira (02/03), dois homens, de 30 e 37 anos, investigados por associação criminosa, receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor, em Manaus.
As investigações tiveram início em dezembro de 2025, após o registro de furtos de motocicletas no estacionamento do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, localizado no bairro Tarumã, zona oeste da capital.
De acordo com o delegado Rodrigo Barreto, titular da DERFV, imagens de câmeras de segurança permitiram identificar que um veículo modelo Gol, de cor branca, era utilizado por dois indivíduos para ligar as motocicletas de forma clandestina e, em seguida, levá-las do local.
As investigações apontaram a atuação de um grupo criminoso envolvido no furto e na revenda ilegal de pelo menos quatro motocicletas para municípios do interior do Amazonas. Duas motos foram furtadas no dia 27 de fevereiro deste ano seguindo o mesmo modo de operação.
Na segunda-feira, os policiais abordaram o homem de 37 anos enquanto ele conduzia o veículo suspeito. Conforme a autoridade policial, ele confessou participação nos crimes e revelou que as duas motocicletas furtadas em 27 de fevereiro haviam sido vendidas ao comparsa, de 30 anos.
A equipe seguiu até a residência do segundo investigado, que confirmou ter adquirido os veículos pelo valor de R$ 8 mil. Ele informou ainda que as motos estavam em uma embarcação com destino ao município de Boa Vista do Ramos, distante 271 quilômetros da capital.
Os policiais se deslocaram até o barco e localizaram as duas motocicletas da marca Honda, ambas de cor preta, sem placas e com sinais de adulteração. O automóvel Gol utilizado na prática criminosa também foi apreendido.
Em depoimento, o suspeito de 37 anos afirmou que praticava os furtos com outro indivíduo ainda não identificado. Ele também revelou que duas motocicletas furtadas em dezembro de 2025 foram repassadas a um terceiro integrante do grupo, residente em Manacapuru.
As investigações continuam para identificar e localizar os demais envolvidos no esquema. Os dois presos passarão por audiência de custódia e permanecerão à disposição da Justiça.









