12 anos da tragédia do 28 de Março acidente que chocou Manaus

Acidente que matou 16 pessoas em 2014 marcou a cidade, motivou mudanças viárias e permanece como símbolo de conscientização

Foto: Acervo

A data que hoje dá nome ao Complexo Viário 28 de Março, na avenida Torquato Tapajós, relembra o acidente de trânsito mais letal da história de Manaus. A tragédia ocorreu em 2014, na avenida Djalma Batista, e resultou na morte de 16 pessoas após a colisão entre uma caçamba e um micro-ônibus.

O impacto aconteceu por volta das 19h40, em horário de grande fluxo. O caminhão, que prestava serviço para a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), atravessou o canteiro central, invadiu a contramão e atingiu violentamente o coletivo da linha 825, que estava lotado.

Entre as vítimas estavam os dois motoristas, uma criança e uma mulher grávida. O bebê chegou a ser submetido a um parto de emergência, mas não resistiu.

As investigações da Polícia Civil do Amazonas apontaram que a tragédia foi causada por uma sequência de imprudências. Laudos periciais confirmaram que o motorista do caminhão havia consumido álcool e cocaína antes de dirigir, além de trafegar em velocidade entre 80 km/h e 90 km/h, acima do limite permitido de 60 km/h na via.

O impacto do acidente foi imediato não apenas pela perda de vidas, mas também pelas mudanças estruturais que provocou na cidade. Cerca de um mês após a tragédia, o trecho recebeu aproximadamente 125 metros de grades de proteção reforçadas, com tecnologia semelhante à utilizada em pistas de corrida, para evitar que veículos invadam a contramão.

A memória das vítimas também foi preservada por meio de homenagens oficiais. Em 2018, foi inaugurado o Memorial 28 de Março, sob o viaduto Ayrton Senna, como espaço de reflexão. Além disso, o complexo viário na Torquato Tapajós passou a carregar a data, eternizando o episódio na geografia urbana de Manaus.

Do ponto de vista social, o caso se tornou um marco na discussão sobre responsabilidade no trânsito, evidenciando os riscos da combinação entre álcool, drogas e direção, além da necessidade de fiscalização rigorosa.


Doze anos depois, o 28 de Março permanece como uma das páginas mais dolorosas da história de Manaus e um lembrete permanente de que imprudência ao volante pode ter consequências irreversíveis.

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