Prefeitura de Manaus reforça alerta para prevenção à malária durante período sazonal e férias escolares

Semsa orienta população a redobrar os cuidados em áreas de lazer da zona rural e periurbana e destaca a importância do diagnóstico precoce para evitar casos graves.

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), reforçou o alerta para a prevenção da malária com o início do período sazonal da doença, fase em que a vazante dos rios favorece a proliferação do mosquito Anopheles, transmissor da enfermidade. O aviso ganha ainda mais importância com a chegada das férias escolares e o aumento da procura por balneários, sítios, igarapés e outras áreas de lazer localizadas em regiões rurais e periurbanas da capital.

A orientação é para que moradores e visitantes redobrem a atenção aos sintomas da doença, especialmente após permanecerem em locais com transmissão ativa da malária.

Segundo a diretora de Vigilância Epidemiológica, Ambiental, Zoonoses e da Saúde do Trabalhador (Dvae/Semsa), Marinélia Ferreira, as condições ambientais típicas do verão amazônico favorecem o aumento da população do mosquito transmissor e, consequentemente, dos casos da doença.

“Com o início do verão amazônico, muitas pessoas procuram áreas de lazer e permanecem expostas justamente nos horários de maior atividade do mosquito transmissor, principalmente ao amanhecer e ao entardecer. Por isso, é fundamental adotar medidas de prevenção e estar atento aos sintomas da doença”, destacou.

A enfermeira explica que, por ser uma doença endêmica na região Amazônica, qualquer pessoa que apresente febre após frequentar áreas de risco deve procurar atendimento de saúde para realizar o exame e iniciar o tratamento, caso necessário.

A rede municipal disponibiliza diagnóstico gratuito da malária em 55 pontos de atendimento, sendo 38 unidades na zona urbana e 17 na zona rural, com exames rápidos que permitem a confirmação da doença em poucos minutos.

“Com o diagnóstico precoce, é possível iniciar o tratamento imediatamente, interromper a cadeia de transmissão e reduzir o risco de complicações. A malária tem cura, mas pode evoluir para formas graves quando o tratamento não é iniciado em tempo oportuno ou quando o paciente interrompe o uso da medicação”, alertou Marinélia Ferreira.

Dados da Semsa mostram que, entre janeiro e 30 de junho de 2026, Manaus registrou 3.284 casos de malária. Historicamente, entre junho e setembro período considerado sazonal o município registra um aumento médio de 52,3% no número de casos em comparação aos primeiros meses do ano.

Em 2025, a capital contabilizou 8.383 casos, sendo 3.341 registros apenas entre junho e setembro, reforçando a necessidade de intensificar as medidas preventivas neste período.

O chefe da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores da Semsa, Alciles Comape, ressaltou que o diagnóstico rápido é fundamental para a recuperação do paciente e para reduzir a transmissão.

“Os exames são simples e rápidos, permitindo que o resultado seja disponibilizado em poucos minutos e possibilitando o início imediato do tratamento, medida fundamental para a recuperação do paciente e para a interrupção da transmissão da doença”, explicou.

Medidas de prevenção

A Semsa orienta que pessoas que frequentam áreas de mata, margens de rios, lagos e igarapés adotem medidas de proteção individual, como:

Utilizar repelente regularmente;
Vestir roupas de mangas compridas e calças, principalmente ao amanhecer e ao entardecer;
Dormir com mosquiteiros ou cortinados em áreas de risco;
Manter portas e janelas protegidas com telas, sempre que possível;
Procurar uma unidade de saúde ao apresentar febre, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo, fadiga ou outros sintomas compatíveis com a malária.

Além das orientações à população, a Prefeitura de Manaus mantém ações permanentes de vigilância e controle da doença, incluindo monitoramento de áreas de risco, busca ativa de casos, diagnóstico precoce, tratamento oportuno, instalação de mosquiteiros, aplicação de biolarvicidas e operações de termonebulização espacial (fumacê).

Com a intensificação dessas medidas durante o período sazonal, a administração municipal busca reduzir a transmissão da malária, proteger a população e fortalecer as ações de prevenção em áreas com maior incidência da doença.

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