Edifício Arquiteto Claudemir Andrade, no Parque Mosaico, marca transição para estrutura moderna; servidores com décadas de casa relembram trajetória e superação de antigos gargalos.
O prefeito de Manaus, David Almeida, inaugurou nesta quinta-feira (19) a nova sede administrativa do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb). O edifício, batizado de Arquiteto Claudemir Andrade, está localizado na alameda Desembargador João Machado, no Parque Mosaico, bairro Tarumã, zona Oeste da capital.
A mudança encerra um ciclo de mais de 20 anos na antiga sede, no bairro Compensa, e promete modernizar o atendimento ao cidadão e a estrutura de trabalho dos servidores. O novo espaço foi planejado para suportar a expansão do corpo técnico e a alta demanda por licenciamentos e projetos urbanísticos.
Histórias de quem viveu a evolução
Para os servidores, a inauguração vai além da infraestrutura: representa o ápice de décadas de transformações. A diretora de Operações, Jeane Rocha, que ingressou no órgão como estagiária em 2000, define o momento como a realização de um sonho coletivo.
“Passamos mais de 20 anos adaptando instalações no bairro Compensa conforme o quadro crescia. Ter um espaço estruturado é um ganho para o servidor e para a população”, afirma Jeane.
A engenheira civil Angélica Gorayeb, com 23 anos de instituto, recorda os tempos em que o órgão funcionava em um edifício-garagem. “Cada mudança traz um impacto e até um certo medo do novo, mas a expectativa agora é de produtividade e um ambiente mais agradável para buscar soluções urbanas para Manaus”, pontua.

Mudança de paradigma: do ‘papel’ para a execução
O subsecretário de Projetos, Pedro Paulo Cordeiro, ressalta que a nova sede acompanha uma mudança na filosofia de planejamento da cidade. Segundo o arquiteto, o Implurb deixou de focar em projetos isolados para pensar em territórios integrados.
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Projetos recentes destacados:
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Mirante Lúcia Almeida e Píer 355;
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Largo de São Vicente;
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Parque Gigantes da Floresta;
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Parque Amazonino Mendes.
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“O Implurb sempre foi um grande banco de projetos, mas com pouca execução. Hoje, o que é planejado sai do papel. Houve uma quebra de paradigma”, explica Cordeiro.
Desafios do passado
As memórias dos funcionários mais antigos incluem situações de precariedade. A arquiteta Maria Aparecida Froz, gerente da Divisão de Controle com 34 anos de serviço público, relembra a época em que o antigo prédio da Urbam sofria com as cheias do Rio Negro.
“Os processos precisavam ser retirados às pressas durante a alagação. Era um esforço coletivo para salvar o trabalho. Isso nos ensinou muito sobre união e humanidade no atendimento”, recorda.

Expectativa de agilidade
Com a nova estrutura, a expectativa da gestão é reduzir a burocracia e aumentar a velocidade das respostas aos contribuintes. Para Arilayne Simões, que atua no atendimento desde 2011, o bem-estar da equipe reflete diretamente na ponta. “Uma instituição só funciona com funcionários felizes. Esperamos mais integração e um atendimento ainda melhor no Parque Mosaico”, finaliza.








