Prefeito David Almeida destaca Manaus como case de sucesso em Atenção Primária e referência de modelo de saúde para outros países

Capital amazonense alcança mais de 90% de cobertura na atenção básica e passa a atrair interesse de países como Itália e Alemanha

Manaus vem se consolidando como referência nacional e internacional em Atenção Primária à Saúde e tem sido apontada como um modelo capaz de inspirar sistemas públicos de outros países. O destaque foi feito pelo prefeito David Almeida nesta terça-feira (13), durante a entrega da primeira unidade odontológica móvel integrada à rede municipal de atenção básica.

Segundo o prefeito, a capital amazonense superou um cenário de baixa cobertura e fragilidade estrutural para alcançar índices superiores a 90% de atendimento na atenção primária — patamar considerado de cobertura plena pelo Ministério da Saúde. O avanço é atribuído a investimentos contínuos, planejamento estratégico, fortalecimento das equipes e inovação no atendimento territorializado.

“Manaus saiu da pior cobertura de atenção básica do Brasil para se tornar referência nacional e internacional. Hoje, equipes da Secretaria Municipal de Saúde são convidadas por outros países para apresentar o modelo que construímos aqui”, afirmou David Almeida.

O modelo adotado pela cidade tem despertado o interesse de países como Itália e Alemanha, que enviaram delegações técnicas à capital para conhecer de perto a experiência manauara. Um dos principais diferenciais apontados é a adaptação do Sistema Único de Saúde (SUS) às realidades da Amazônia, integrando áreas urbanas, ribeirinhas e populações indígenas em um mesmo sistema de cuidado.

Nesse contexto, a Unidade de Saúde da Família (USF) do Parque das Tribos se tornou símbolo da inovação. Localizada no maior bairro indígena não aldeado do mundo, com mais de 35 etnias, a unidade desenvolve ações que unem atenção básica, respeito cultural e práticas integrativas.

Um dos destaques é o programa “Farmácia Viva”, que utiliza fitoterápicos produzidos a partir de plantas medicinais da Floresta Amazônica, em parceria com instituições de ensino e pesquisa. A iniciativa atende, principalmente, populações indígenas que não aceitam medicamentos industrializados, oferecendo tratamento com acompanhamento técnico e científico.

“O respeito à cultura é fundamental. Produzimos medicamentos naturais de forma segura e humanizada, algo que não existe em nenhum outro lugar do mundo”, disse o prefeito.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), o programa permite o tratamento de doenças respiratórias, inflamatórias e outras condições comuns, aliado ao trabalho dos agentes comunitários de saúde, muitos deles falantes das línguas das etnias atendidas.

A secretária municipal de Saúde, Shádia Fraxe, afirmou que o interesse internacional é técnico e prático. “Delegações vieram entender como conseguimos levar saúde básica, bucal e ribeirinha a territórios tão complexos. É um modelo aplicável, humano e eficiente”, destacou.

Além da rede urbana, Manaus mantém Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBSFs) com consultórios odontológicos completos, que percorrem rios como o Negro e o Amazonas para atender comunidades distantes. A logística e a atenção territorializada têm colocado a cidade como referência global em saúde em áreas remotas.

Com os resultados alcançados, Manaus passa a se posicionar como exportadora de conhecimento em saúde pública, fortalecendo sua imagem no cenário internacional e reforçando o papel da atenção primária como base para um sistema de saúde eficiente e inclusivo.

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