A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, nesta terça-feira (14), a segunda fase da Operação Tormenta, que desarticulou um esquema milionário de agiotagem, extorsão, roubo e lavagem de dinheiro em Manaus. Ao todo, cinco integrantes da organização criminosa foram presos, incluindo o tenente da Aeronáutica Caíque Assunção dos Santos, de 36 anos, apontado como um dos principais operadores do grupo.
Também foram presos Alexsandro Carneiro Capote, Carlos Augusto da Silva Freitas, Dionas Pereira de Souza e Ronan Benevides Freire Massulo. Durante a operação, foram apreendidos armas de fogo, dinheiro em espécie, documentos, celulares, computadores e veículos de luxo.
Segundo o delegado Cícero Túlio, titular do 1º DIP, as investigações começaram em janeiro deste ano e revelaram uma rede estruturada de agiotas que atuava principalmente contra servidores públicos, com foco em mulheres ligadas a órgãos como o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
“As apurações indicaram empréstimos clandestinos com juros abusivos, que ultrapassavam 50% ao mês. Além disso, os criminosos praticavam extorsões e se apropriavam de bens como veículos, joias, eletrônicos e até imóveis das vítimas”, destacou o delegado.
As investigações apontaram que o grupo chegou a movimentar mais de R$ 150 milhões por meio das atividades criminosas. Para ocultar a origem dos valores, os suspeitos utilizavam empresas de fachada e até estabelecimentos comerciais como “conta de passagem” para lavagem de dinheiro.
Dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicam que apenas uma dessas empresas teria movimentado mais de R$ 3,3 milhões. Além disso, a polícia identificou que o grupo mantinha as vítimas sob constante monitoramento e chegou a planejar ataques contra veículos oficiais do TJAM.
Mesmo após a primeira fase da operação, deflagrada em fevereiro, os investigados continuaram atuando por meio de intermediários, o que motivou a nova ofensiva policial.
Os suspeitos responderão por crimes como associação criminosa, usura, extorsão, roubo majorado, falsidade ideológica, posse de arma de uso restrito e lavagem de capitais. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar o alcance do esquema.
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