A Polícia Civil do Amazonas identificou e indiciou uma mulher de 28 anos suspeita de abandonar e provocar a morte da própria filha recém-nascida em Manacapuru, município localizado na Região Metropolitana de Manaus. O caso chocou o Amazonas e ganhou repercussão nacional após a bebê ser encontrada dentro de uma sacola em um lixão da cidade.
Segundo a delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Manacapuru, a mulher confessou o crime durante depoimento prestado nesta terça-feira (12).
De acordo com a investigação, a suspeita deu à luz entre a noite de domingo e a manhã de segunda-feira (11). Após o parto, ela colocou a recém-nascida dentro de uma mochila, colocou a mochila dentro de um saco preto, amarrou e aguardou a passagem do caminhão de lixo.
Ainda conforme a delegada, a criança permaneceu por aproximadamente duas horas e meia dentro do caminhão até ser despejada no lixão da comunidade Castanheira, no quilômetro 1 da rodovia.
Catadores encontraram a bebê ainda respirando e acionaram a Polícia Militar. Os policiais capitão Robson Bezerra e tenente Sidomar socorreram a criança e a levaram às pressas ao Hospital Geral de Manacapuru.
Apesar das tentativas de reanimação realizadas pelas equipes médicas, a recém-nascida não resistiu.
Durante as diligências, a Polícia Civil recebeu informações sobre uma mulher suspeita em um imóvel no bairro Terra Preta. Ao chegarem ao local, os investigadores encontraram vestígios do parto, como lençóis ensanguentados e marcas de sangue pelo quarto.
“A mulher confessou a prática criminosa e relatou que agiu por medo da rejeição familiar”, afirmou a delegada Joyce Coelho.
Segundo a autoridade policial, a suspeita apresentou versões contraditórias durante o depoimento. Inicialmente disse não saber que estava grávida, mas depois admitiu que tinha conhecimento da gestação.
A delegada informou ainda que a mulher foi indiciada por homicídio qualificado por meio cruel, já que a bebê foi colocada em situação de asfixia ao ser deixada fechada dentro da mochila e da sacola plástica.
O caso gerou forte comoção em Manacapuru e reacendeu debates sobre saúde mental, abandono infantil e assistência social para mulheres em situação de vulnerabilidade. A Polícia Civil investiga se outras pessoas tiveram participação no crime ou conhecimento do abandono da criança.
Além do depoimento da suspeita, exames periciais e análise de DNA devem confirmar oficialmente o vínculo biológico entre a mulher e a recém-nascida.
A mulher não foi presa em flagrante porque o prazo legal já havia expirado. Segundo a Polícia Civil, ela apresenta quadro de hemorragia e precisará passar por atendimento médico antes das próximas medidas judiciais. O inquérito será encaminhado à Justiça nos próximos dias.
SIGA NOSSO CANAL PORTAL PONTA NEGRA MANAUS
📲PARTICIPE DO NOSSO GRUPO DE WHATSSAP









