A prisão de Hozana Carneiro Ximenes mobilizou equipes da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) na manhã desta quinta-feira (2), no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus. Segundo a investigação, Hozana exercia ilegalmente a profissão de biomédica e realizava procedimentos estéticos sem a qualificação exigida. A operação representa a segunda prisão da investigada pelo mesmo tipo de crime.
Prisão de Hozana Carneiro Ximenes ocorreu durante investigação da Polícia Civil
De acordo com o delegado Mauro Duarte, titular do 9º Distrito Integrado de Polícia (DIP), a Polícia Civil iniciou a investigação em março deste ano após receber novas denúncias de pacientes que sofreram lesões durante procedimentos estéticos.
Além disso, o delegado informou que a Justiça condenou Hozana a mais de sete anos de prisão por fatos semelhantes. Atualmente, ela cumpria a pena sob monitoramento eletrônico, utilizando tornozeleira.
Inicialmente, os policiais seguiram até a clínica onde Hozana atendia os clientes. No entanto, ela não estava no estabelecimento. Em seguida, as equipes localizaram a investigada no apartamento onde morava e cumpriram o mandado de prisão. Durante a operação, os agentes apreenderam equipamentos utilizados na clínica.
Segundo Mauro Duarte, o Conselho Regional de Biomedicina informou que Hozana não possui formação na área nem registro profissional para exercer a profissão.
Suspeita contesta acusações
Durante a prisão, Hozana declarou à imprensa que possui formação e toda a documentação necessária para atuar na área estética. Além disso, ela afirmou que antigos conflitos com um ex-sócio e disputas com outros profissionais motivaram as denúncias.
A investigada também garantiu que a clínica funciona regularmente e disse confiar na Justiça para esclarecer os fatos.
Entretanto, a Polícia Civil identificou duas vítimas que sofreram lesões após se submeterem aos procedimentos realizados por Hozana. Por isso, os investigadores reuniram novas provas e solicitaram a prisão preventiva da suspeita.
Em março de 2022, a Polícia Civil também prendeu Hozana durante outra investigação. Na ocasião, pacientes denunciaram deformações e complicações após procedimentos estéticos que ela realizou.
Além disso, os investigadores descobriram que Hozana possuía formação em Matemática e não tinha registro profissional para executar intervenções estéticas. As denúncias começaram em 2020 e levaram à condenação da investigada.
Agora, a Polícia Civil dará continuidade às investigações para identificar outras possíveis vítimas e dimensionar os danos causados pelos procedimentos. Enquanto isso, Hozana Carneiro Ximenes permanecerá sob custódia da Justiça durante o andamento do processo.
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