Homem é condenado a 27 anos de prisão por matar amazonense em SP

A Justiça condenou Edson Fernando Cardoso a 27 anos e oito meses de prisão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio da amazonense Clísia Lima da Silva e pela ocultação do cadáver. A decisão foi proferida pelo Tribunal do Júri, que acolheu a denúncia do Ministério Público e rejeitou a versão apresentada pelo réu, que admitiu apenas ter escondido o corpo da companheira, mas negou a autoria do assassinato.

Natural de Manacapuru (AM), Clísia, de 35 anos, desapareceu em 29 de outubro de 2024, na cidade de Extrema (MG), onde vivia com Edson havia cerca de três anos. O casal havia se conhecido em Manaus. Dias depois, o corpo da vítima foi localizado por um morador na Represa de Piracaia, no interior de São Paulo, com mãos e pés amarrados, encerrando as buscas que mobilizaram familiares.

Durante o julgamento, testemunhas relataram que o relacionamento era marcado por agressões, comportamento controlador e violência psicológica.

A acusação também apresentou um boletim de ocorrência registrado anteriormente por Clísia, no qual ela denunciava o companheiro por violência física, reforçando o histórico de abusos.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontaram que Clísia morreu em decorrência de politraumatismo craniano, provocado por um forte golpe na região da cabeça e da coluna.

Segundo o delegado Sandro Montanari, responsável pelo caso, a vítima não apresentava sinais de defesa, o que indica que pode ter sido surpreendida pelo agressor. A identificação do corpo foi confirmada por meio das impressões digitais e tatuagens.

A apuração policial também indicou que o crime pode ter sido motivado por ciúmes, hipótese tratada como um possível crime passional.

Ao fim do julgamento, os jurados entenderam que as provas reunidas demonstraram a responsabilidade de Edson Fernando Cardoso pelo assassinato e pela ocultação do cadáver, determinando sua condenação a 27 anos e oito meses de reclusão.

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