Hapvida realiza primeiro transplante de fígado na rede própria em São Paulo

Cirurgia foi feita no Hospital Salvalus, no fim de janeiro, e marca estreia do procedimento na estrutura própria da operadora; paciente de 50 anos evolui bem no pós-operatório.

A Hapvida realizou com sucesso o primeiro transplante hepático da rede própria. O procedimento foi feito no Hospital Salvalus, em São Paulo, no fim de janeiro, e é considerado um marco para a operadora, por ampliar o acesso dos beneficiários a tratamentos de alta complexidade.

O paciente é um homem de 50 anos, morador de Guarulhos, na Grande São Paulo, diagnosticado com cirrose hepática condição que pode levar à necessidade de transplante de fígado. Desde abril de 2024, ele estava inscrito no Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e aguardava um órgão compatível.

Segundo a empresa, após acionamento da Central Estadual de Transplantes, a captação do órgão de um doador falecido foi realizada pela própria equipe responsável pelo transplante. O fígado foi captado no estado de São Paulo, onde o paciente já aguardava para o início da cirurgia.

“O processo todo foi conduzido por profissionais com ampla experiência na área de transplantes. Desde a captação do fígado até a conclusão do procedimento, a atuação integrada da equipe garantiu segurança, precisão técnica e excelência assistencial”, afirmou Daniel Fonseca Zandona, médico nefrologista e gerente nacional do Centro Integrado de Transplantes da Hapvida.

De acordo com a operadora, o Hospital Salvalus atua como polo transplantador em três especialidades: hepática, medula óssea e renal. Em 2025, foram realizados 36 transplantes de medula óssea na unidade. O hospital também recebeu habilitação recente para transplante renal.

Para André Fioravante, diretor médico de Programas Especiais da Hapvida, o avanço reforça o compromisso da companhia com o aprimoramento do serviço assistencial.

“A realização do primeiro transplante hepático representa um avanço estratégico para o hospital e para a operadora, reafirmando o comprometimento com inovação, excelência médica e cuidado humanizado”, disse.

Ainda segundo a Hapvida, outros hospitais da rede própria também realizam transplantes. Em Fortaleza, o Hospital Antônio Prudente faz transplantes renal e de medula óssea em adultos. Em Ribeirão Preto, o Hospital São Francisco realiza transplantes renal e de medula óssea adulto, e o Hospital Sinhá Junqueira é habilitado para transplante de medula óssea pediátrico.

Acompanhamento pós-transplante

O acompanhamento clínico ambulatorial do paciente recém-transplantado é feito pelo programa CASE (Casos de Alta Complexidade), criado em 1997. Atualmente, 19.287 pacientes fazem parte do programa.

Segundo a empresa, o CASE passou recentemente a atuar em conjunto com o Centro Integrado de Transplantes, acompanhando o paciente desde a indicação ao transplante até o pós-operatório, em um modelo de atenção contínua.

Desde a cirurgia, o paciente de 50 anos evolui bem e permanece sob cuidados no período pós-transplante.

Sobre a Hapvida

Com 80 anos de atuação, a Hapvida afirma ser a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia tem mais de 73 mil colaboradores e atende 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia no Brasil.

A rede inclui 86 hospitais, 78 prontos atendimentos, 363 clínicas médicas e 305 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.

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