Amazonas tem alta de 11% nos casos de vírus respiratórios em 2025

Estado registrou quase 2 mil confirmações no ano; maioria dos casos recentes foi em crianças, segundo a FVS

O Amazonas registrou um aumento de 11% nos casos confirmados de vírus respiratórios em 2025. Entre 1º de janeiro e 27 de dezembro, foram notificados 5.428 casos de Síndrome Respiratória Aguda, dos quais 1.983 tiveram confirmação laboratorial para vírus respiratórios.

Os dados constam no Informe Epidemiológico de Vírus Respiratórios, divulgado na segunda-feira (29) pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).

Em comparação com 2024, quando foram confirmados 1.787 casos, o estado teve um acréscimo de 196 registros neste ano. Em 2023, o total de confirmações havia sido de 1.791 casos.

Nas últimas três semanas analisadas, as crianças concentraram a maior parte dos registros. Bebês com menos de 1 ano representaram 42% dos casos, seguidos por crianças de 1 a 4 anos (27%) e de 5 a 9 anos (7%).

De acordo com as análises do Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), o rinovírus foi o mais frequente, identificado em 58,1% das amostras. Na sequência aparecem o Vírus Sincicial Respiratório (25,7%), o adenovírus (15,6%) e a Influenza A (14,4%).

Mortes por vírus respiratórios

No mesmo período, 75 mortes por vírus respiratórios foram confirmadas no estado. O número é menor que o registrado entre 1º de janeiro e 28 de dezembro de 2024, quando houve 83 óbitos.

A Covid-19 foi a principal causa de morte em 2025, com 30 registros, seguida pela Influenza A, responsável por 27 óbitos. Também foram registradas mortes associadas ao rinovírus (10), ao Vírus Sincicial Respiratório (3), à Influenza B (3), ao adenovírus (1) e ao parainfluenza (1).

Prevenção

A FVS reforçou que medidas simples ajudam a reduzir o risco de infecções respiratórias, como a lavagem frequente das mãos, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar e o uso de máscara por pessoas com sintomas respiratórios, profissionais de saúde, contatos de doentes e integrantes de grupos mais vulneráveis.

O órgão também destacou a importância da vacinação contra a Covid-19 e a Influenza, além da vacina contra doenças associadas ao Vírus Sincicial Respiratório, indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gestação.

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