Mortes que marcaram o Amazonas em 2025: relembre personalidades que se despediram neste ano

Artistas, líderes religiosos, políticos, atletas e representantes da cultura amazonense tiveram trajetórias interrompidas em 2025 e deixaram legados que marcaram o estado

O ano de 2025 foi marcado por perdas significativas no Amazonas. Personalidades ligadas à cultura, à política, à religião, ao esporte e à música morreram ao longo do ano, causando comoção e homenagens em diferentes regiões do estado. Relembre algumas das mortes que marcaram o período.

Paulo Onça – sambista e compositor

O sambista e compositor Paulo Juvêncio de Melo Israel, conhecido como Paulo Onça, morreu aos 63 anos, no dia 26 de maio, após cinco meses internado. Ele estava hospitalizado desde que sofreu uma agressão depois de um acidente de trânsito. Compositor da escola de samba Grande Rio e parceiro de artistas como Jorge Aragão e Zeca Pagodinho, Paulo Onça deixou um legado importante para o samba brasileiro e para o carnaval.

Sêo Nonato – funcionário mais antigo do Teatro Amazonas

Raimundo Nonato Pereira, o Sêo Nonato, morreu aos 89 anos no dia 3 de junho, em Manaus, em decorrência de complicações de saúde. Funcionário mais antigo do Teatro Amazonas, ele se tornou símbolo de dedicação ao patrimônio cultural do estado. Ao longo de décadas, atuou na manutenção e preservação do teatro e foi referência para artistas, servidores e visitantes.

Francisco Marques – ex-vereador de Manaus

O ex-vereador Francisco Marques morreu aos 77 anos, no dia 15 de junho, em Manaus, após complicações de saúde. Com trajetória marcada pela atuação política e pela defesa de causas sociais, Marques foi uma figura conhecida na capital amazonense e mantinha forte ligação com comunidades locais.

Padre Orlando Barbosa – líder religioso

A Arquidiocese de Manaus anunciou, no dia 19 de julho, a morte do padre Orlando Barbosa, aos 55 anos. Pároco da Paróquia de São Francisco, ele era conhecido pela atuação pastoral e pelo trabalho comunitário. O religioso morreu em decorrência de uma pneumonia que evoluiu para insuficiência respiratória.

Elias Moreira – cantor e ex-participante do The Voice Brasil

O cantor Elias Moreira morreu aos 39 anos, no dia 3 de setembro, em Manaus. Ele enfrentava problemas renais crônicos e sofreu uma parada cardiorrespiratória após dar entrada no Hospital 28 de Agosto. Elias ganhou projeção nacional ao participar do programa The Voice Brasil e era reconhecido pela voz marcante e pela trajetória de superação na música.

Anna Sol Faria – advogada e atleta

A advogada e atleta Anna Sol Faria morreu aos 34 anos, no dia 2 de novembro, após sofrer um infarto do miocárdio durante uma corrida de rua em São Paulo. A morte foi associada a uma condição cardíaca congênita. Irmã do amo do Boi Garantido, Anna tinha forte ligação com o bumbá vermelho e branco de Parintins e atuava como executiva em uma multinacional.

Daniel Salles – compositor e pesquisador da cultura amazonense

O compositor, escritor e pesquisador Daniel Salles morreu no dia 16 de novembro, aos 62 anos, em Manaus, vítima de complicações cardíacas. Referência nos estudos sobre o folclore regional, ele dedicou a vida à valorização da cultura popular amazonense, especialmente das tradições ligadas ao boi-bumbá.

Eva Rodrigues – cantora e sobrevivente da Covid-19

A cantora Eva Rodrigues, nome artístico de Eveline Rodrigues Praia Walkey, morreu aos 41 anos, no dia 18 de novembro. Ela enfrentava, havia quase cinco anos, sequelas da Covid-19. Eva ganhou notoriedade nacional pela longa internação durante a pandemia e pela forma como compartilhou sua luta, inspirando milhares de pessoas.

Gerônimo ‘Mondragon’ – lutador de MMA

O ex-lutador de MMA Gerônimo ‘Mondragon’ morreu aos 38 anos, em dezembro, após desaparecer durante um mergulho no Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira. Atleta conhecido no cenário nacional e internacional das artes marciais, ele representou o Amazonas em diversas competições e mantinha forte vínculo com a comunidade local.

As mortes dessas personalidades marcaram o Amazonas em 2025 e deixaram legados que seguem vivos na memória, na cultura e na história do estado.

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