Sete transbordos realizados em 2025 garantem limpeza de áreas urbanas, comunidades rurais e aldeias indígenas
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), retirou 356,150 toneladas de resíduos na realização do sétimo transbordo do ano, neste domingo (14/9). A operação abrangeu a orla do rio Negro, igarapés da cidade e comunidades ribeirinhas e indígenas da zona rural, durante os últimos 30 dias.
Com isso, o volume total de lixo removido diretamente dos cursos d’água em 2025 já chega a 2.426,150 toneladas, incluindo as 391,790 toneladas retiradas em julho. Paralelamente, as ecobarreiras instaladas em pontos estratégicos impediram que aproximadamente 2,5 mil toneladas de resíduos chegassem ao leito do rio Negro, demonstrando a eficácia preventiva dessa tecnologia ambiental.
O transbordo é a etapa final de um trabalho contínuo: ao longo do mês, equipes fluviais da Semulsp recolhem o lixo, concentram os resíduos em balsas e, ao final do ciclo, encaminham-nos ao aterro sanitário para destinação ambientalmente correta.
Compromisso com o meio ambiente
O secretário da Semulsp, Sabá Reis, destacou que a limpeza de rios e igarapés faz parte da política ambiental da gestão municipal, seguindo diretriz do prefeito David Almeida.
“A determinação do prefeito é clara: cuidar dos rios e igarapés todos os dias, com planejamento, presença e resultado. Essa operação de transbordo mostra nosso compromisso com o meio ambiente e com a saúde da população. Não é um esforço pontual, mas um trabalho permanente, realizado com seriedade pelas equipes da Semulsp”, afirmou.
Trabalho diário e abrangente
Segundo Marlon Chagas, coordenador do serviço de limpeza, as equipes atuam diariamente, inclusive aos feriados, para evitar que o lixo chegue ao rio Negro. As chuvas fortes, comuns em Manaus, frequentemente arrastam resíduos de igarapés para a orla, exigindo ação imediata.
“A limpeza dos rios é diária, de domingo a domingo. A chuva arrasta o lixo dos igarapés, e antes que ele alcance o rio Negro, temos uma rede de contenção. Cercamos o material com botes, transportamos para as balsas e enviamos ao aterro sanitário”, explicou Marlon.
O serviço foi ampliado para comunidades rurais e aldeias indígenas da região do rio Cuieiras e outras áreas da zona rural, onde os resíduos não podem ser queimados ou enterrados por questões ambientais e sanitárias.
“É um trabalho mensal, removendo o lixo de igarapés e comunidades ribeirinhas. Estamos estendendo a coleta até o rio Cuieiras, garantindo que os resíduos recebam destino correto”, destacou o coordenador.

Conscientização da população
A participação da população é essencial para manter os mananciais limpos. O secretário reforça a importância de descartar corretamente o lixo.
“Pedimos aos moradores que armazenem o lixo adequadamente e coloquem para coleta nos horários corretos. Não joguem móveis, eletrodomésticos ou entulho nas ruas ou igarapés. O meio ambiente é um patrimônio que precisamos preservar para as futuras gerações”, concluiu.








