Falso executivo é preso após quase 50 denúncias de estelionato em Manaus

Policiais civis do 4º Distrito Integrado de Polícia (DIP) prenderam preventivamente um homem apontado como um dos maiores estelionatários de Manaus. O investigado, que não teve o nome divulgado, é citado em aproximadamente 50 boletins de ocorrência registrados na Polícia Civil do Estado do Amazonas (PC-AM) por fraude e estelionato.

De acordo com as apurações, a principal estratégia do suspeito consistia em construir uma falsa imagem de prestígio e credibilidade empresarial. Ele se apresentava às vítimas como executivo e gerente de corporações do Polo Industrial de Manaus (PIM).

“Para enganar prestadores de serviço, comerciantes e pessoas físicas, o homem exibia crachás ou documentos fictícios, atraindo as vítimas para acordos comerciais vantajosos, compras de mercadorias e prestação de serviços que nunca se concretizavam”, contou o delegado Jorge Arcanjo, titular do 4º DIP.

Prisão e apreensão

Com a prisão efetuada na casa do suspeito, os investigadores apreenderam documentos, aparelhos eletrônicos e celulares no local. O momento do cumprimento da ordem judicial foi registrado em vídeo pelas equipes policiais.

O material passará por perícia técnica especializada, com análise focada em extratos de movimentações financeiras, histórico de conversas em aplicativos de mensagens e contratos fraudados. O objetivo das análises é mapear o rombo financeiro total causado pelos golpes, determinar o modus operandi da fraude e identificar se havia outros envolvidos no esquema.

Apelo às vítimas

Encaminhado à sede do 4º DIP para os procedimentos cabíveis, o homem foi conduzido ao sistema judiciário para passar por audiência de custódia, permanecendo encarcerado à disposição do Poder Judiciário.

O delegado Jorge Arcanjo ressalta que a medida cautelar não significa condenação prévia e que as acusações serão formalmente analisadas ao longo do devido processo legal.

“Cidadãos que tenham sido lesados por negociações com o suspeito compareçam à sede do 4º DIP ou à delegacia mais próxima para registrar a denúncia formal, ajudando a instruir e encorpar o inquérito em andamento”, pediu a autoridade policial.

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