Na manhã desta quinta-feira (16/7), uma operação de segurança mobilizou o esquadrão antibombas da Polícia Militar do Amazonas no bairro São José Operário, zona Leste de Manaus. Um artefato com carga explosiva ativa foi localizado na Escola Municipal Armando de Souza Mendes, forçando o cancelamento das aulas do dia para preservar a segurança de alunos, professores e funcionários.
O caso teve início ainda no início da manhã, antes do começo das atividades escolares. Um guarda municipal que realizava rondas de rotina pela instituição identificou um objeto suspeito e acionou imediatamente a PM. Uma equipe de patrulhamento da área realizou o primeiro isolamento do perímetro até a chegada dos especialistas do Grupo Marte.
Por se tratar de uma área escolar, todo o protocolo internacional para o manejo de possíveis ameaças explosivas foi colocado em prática. Em um vídeo que registrou a ação tática nesta manhã, os policiais aparecem executando os procedimentos técnicos de neutralização e, logo após, realizando a detonação controlada do artefato.
O comandante do Grupo Marte, major Laio Pontes, explicou que qualquer objeto com potencial de explosão é manuseado com o mesmo nível de perigo extremo. O oficial confirmou as circunstâncias do acionamento e os próximos passos das diligências:
“No local, foram realizadas todas as verificações de perímetro, de isolamento correto. Independente se seja artefato pirotécnico ou não, ele possui, sim, uma carga explosiva e pode, sim, causar danos. Já foi feito contato com o diretor da escola, ele vai disponibilizar a as câmeras de segurança, e após isso é gerado um relatório que vamos entregar para a autoridade policial, que é o delegado”.
Moradores e frequentadores da região sugeriram às equipes de segurança que o dispositivo poderia ser um artefato pirotécnico utilizado costumeiramente por grupos folclóricos de cirandas e quadrilhas juninas, que utilizam a quadra poliesportiva da escola para ensaios. No entanto, o comandante advertiu que essa suspeita não anula o protocolo rígido.

Próximos passos e investigação
Após a destruição do material de forma segura, o isolamento tático da escola foi desfeito e a área foi totalmente liberada pelas equipes especializadas.
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) assumiu o caso e buscará identificar quem introduziu o objeto nas dependências da escola e as motivações por trás do ato. O diretor da instituição de ensino disponibilizará as imagens das câmeras de monitoramento interno, que serão anexadas ao relatório técnico elaborado pelo Grupo Marte para subsidiar o inquérito policial.








