Comerciante tenta salvar mulher de agressão e é morto com 5 tiros em Manaus

O que deveria ser um ato de solidariedade terminou em morte na madrugada desta quinta-feira (16/7). O comerciante William Kramer Oliveira, de 32 anos, foi assassinado a tiros após tentar intervir em uma briga de casal em frente ao seu próprio bar, situado na Rua João Paulo, no Conjunto João Paulo, bairro Cidade de Deus, na Zona Norte da capital amazonense. O autor dos disparos é apontado por testemunhas e familiares como um policial militar.

O estabelecimento de William estava fechado para o público na noite de quarta-feira (15/7). O comerciante estava no interior do local bebendo na companhia de um amigo, quando gritos de uma mulher pedindo socorro foram ouvidos vindos da rua.

Mesmo após ser aconselhado pelo amigo a não se envolver na situação, William decidiu sair para mediar o conflito. Ao tentar dialogar com o agressor para conter a violência doméstica, William foi recebido com hostilidade e ameaças diretas por parte do suposto agente de segurança.

Invasão e execução

Imediatamente após a ameaça, o policial efetuou os primeiros disparos contra o comerciante. Ferido, William foi puxado para dentro do bar por seu amigo, que correu para fechar e travar o portão de ferro na tentativa de protegê-lo.

Vídeos registraram a ação do suspeito, que perseguiu a vítima, forçou a entrada no estabelecimento e efetuou novos disparos à queima-roupa. No total, William foi atingido por cinco tiros.

O comerciante chegou a ser socorrido com vida e levado às pressas para um hospital da cidade. No trajeto, ele permaneceu consciente, mas seu quadro clínico piorou rapidamente devido à gravidade das perfurações no peito e William morreu na madrugada desta quinta-feira.

Além de sua esposa, ele deixa duas filhas pequenas. William havia inaugurado o bar há menos de dois meses e, para complementar a renda do lar, também trabalhava de forma autônoma como motorista de aplicativo.

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), instaurou um inquérito para identificar o suposto policial militar, analisar as imagens das câmeras de monitoramento e esclarecer as circunstâncias da ocorrência.

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