Manaus – Luciane Barbosa Farias, conhecida como “a dama do tráfico”, foi presa na manhã desta quarta-feira, 28 de maio, após passar dois meses foragida da Justiça. A prisão foi efetuada por policiais civis da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD), sob comando do delegado Thomaz Vasconcelos. O mandado foi cumprido devido à sua condenação por envolvimento com o tráfico de drogas e outros crimes relacionados.

Após a prisão, Luciane foi levada para a sede da DERFD, onde permanece custodiada. Ela passará por audiência de custódia e, posteriormente, será encaminhada ao Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPMF), onde deverá cumprir pena.

Quem é Luciane Barbosa Farias?
Luciane ficou conhecida nacionalmente após ser apontada como uma das principais figuras femininas do Comando Vermelho no Amazonas. Ela é esposa de Clemilson dos Santos Farias, o “Tio Patinhas”, apontado como líder da facção no estado. Luciane desempenhava papel estratégico: segundo investigações, era responsável por lavar dinheiro e cuidar da movimentação financeira da organização.
Condenada por lavagem de dinheiro, associação ao tráfico e participação em organização criminosa, Luciane usava empresas de fachada, incluindo um salão de beleza, para movimentar recursos oriundos do tráfico. Em apenas um ano, seu patrimônio declarado saltou de R$ 30 mil para mais de R$ 340 mil, o que chamou atenção do Ministério Público e da Polícia Civil.

A polêmica em Brasília
Em 2023, o nome de Luciane ganhou os holofotes em todo o país quando ela participou de reuniões com autoridades do Ministério da Justiça, em Brasília. Representando uma ONG chamada Instituto Liberdade do Amazonas (ILA), ela esteve ao lado de secretários do governo federal, como Elias Vaz e Rafael Velasco. A situação causou indignação pública e gerou explicações por parte do Ministério, que alegou que Luciane não constava em sistemas de alerta da inteligência.
O episódio serviu para expor falhas na comunicação entre esferas de segurança pública e mostrou como a presença de membros ligados ao crime organizado pode passar despercebida, mesmo em ambientes oficiais.








