A comunidade indígena de Umariaçu II, em Tabatinga, no interior do Amazonas, vive um momento de profunda tristeza e indignação após a morte da anciã Magüta Albertina Julião de Souza, atropelada por uma motocicleta na Avenida da Amizade, por volta das 14h de segunda-feira (18).
Segundo relatos de moradores e familiares, a condutora da motocicleta, que até o momento não foi identificada, não teria prestado socorro imediato à vítima após o acidente. Testemunhas afirmam que parentes da anciã precisaram intervir e pedir ajuda enquanto Albertina permanecia caída na via pública.
Ainda conforme relatos de pessoas presentes no local, a condutora teria tentado deixar a cena do atropelamento e foi retirada da área pelo próprio pai. Moradores também afirmam que houve intimidação contra pessoas que acompanhavam a situação.
A morte da anciã causou forte comoção entre famílias indígenas da região. Lideranças locais destacam que Albertina era uma figura respeitada dentro da comunidade Magüta e que sua perda gerou revolta e sentimento de abandono entre os moradores.
Familiares e representantes da comunidade afirmam que este seria o segundo caso envolvendo vítimas indígenas em situações semelhantes nos últimos anos, ampliando o sentimento de insegurança e invisibilidade enfrentado pelo povo Ticuna/Magüta em áreas urbanas de Tabatinga.
Moradores denunciam tratamento desigual quando indígenas aparecem como vítimas e afirmam existir pouca mobilização social e institucional diante desses episódios.
A morte de Albertina reacendeu debates sobre racismo estrutural, violência no trânsito, acessibilidade e proteção aos povos originários no Alto Solimões.
Familiares, lideranças indígenas e moradores cobram investigação rigorosa sobre o atropelamento, identificação da condutora e medidas que garantam maior segurança e respeito à população indígena no município.
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