Uma inspeção realizada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) no antigo Núcleo Prisional da Polícia Militar do Amazonas, no bairro Monte das Oliveiras, zona norte de Manaus, revelou uma série de irregularidades dentro da unidade prisional nesta terça-feira (12).
Durante a vistoria, promotores encontraram diversos itens considerados incompatíveis com um ambiente de custódia, entre eles televisores de LED, geladeiras abastecidas, freezer, fogão, roteadores wi-fi, ar-condicionado split, churrasqueira, camas, furadeira, alimentos, caixas de pizza e dezenas de garrafas de bebidas alcoólicas.
Segundo o MPAM, os policiais militares presos teriam consumido pizza na noite de segunda-feira (11) por meio de aplicativos de delivery. Também foi constatado o uso irregular de celulares e a presença de internet wi-fi instalada dentro da unidade.
Vídeos divulgados pelo Ministério Público mostram o interior das celas e áreas comuns com estrutura considerada privilegiada, incluindo cozinha montada e aparelhos eletrônicos.
As irregularidades foram descobertas durante a Operação Sentinela Maior, coordenada pela 60ª Promotoria Especializada no Controle Externo da Atividade Policial (Proceap), em parceria com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap-AM) e a Polícia Militar do Amazonas.
A operação resultou na desativação definitiva do antigo núcleo prisional e na transferência de 71 policiais militares custodiados para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM-AM), instalada no antigo prédio da Penitenciária Feminina de Manaus, ao lado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na BR-174.
Além dos objetos considerados irregulares, os promotores também identificaram problemas de insalubridade e falhas estruturais na unidade.
Conforme apuração do comando-geral da PMAM, alguns detentos custodiados no local são investigados por envolvimento com tráfico de drogas, pistolagem e ligação com facções criminosas.
A Operação Sentinela Maior é um desdobramento da Operação Sentinela, iniciada após a crise envolvendo a saída irregular de 23 policiais militares da unidade prisional em fevereiro deste ano. Desde então, o Ministério Público e a Polícia Militar passaram a investigar falhas no sistema de custódia militar do estado.
A criação da nova unidade prisional militar busca ampliar o controle administrativo, reforçar a segurança e encerrar o funcionamento do antigo núcleo, alvo de denúncias sobre privilégios e irregularidades internas.
O Ministério Público do Amazonas informou que continuará acompanhando a nova estrutura prisional e investigando possíveis responsabilidades pelas irregularidades encontradas no antigo Núcleo Prisional da PM. O material apreendido durante a operação deverá passar por análise das autoridades competentes.
SIGA NOSSO CANAL PORTAL PONTA NEGRA MANAUS
📲PARTICIPE DO NOSSO GRUPO DE WHATSSAP










