Estrutura montada no bairro Educandos intercepta resíduos de três igarapés; em janeiro, sistema de contenção da capital barrou 378 toneladas de lixo.
Uma semana após ser instalada, a 14ª ecobarreira de Manaus já apresenta resultados expressivos na preservação ambiental. Em sua primeira limpeza, realizada nesta sexta-feira (20) pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), a estrutura retirou cerca de 40 toneladas de resíduos sólidos que teriam como destino as águas do Rio Negro.
A barreira flutuante foi posicionada no dia 13 de fevereiro em um ponto estratégico no bairro Educandos, na Zona Sul. O local é considerado crítico por receber o fluxo de três importantes cursos d’água da capital:
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Igarapé do 40;
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Igarapé do São Francisco;
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Igarapé do Mestre Chico.
Como funciona
A tecnologia atua como uma linha de defesa final. Ela intercepta o lixo transportado pela correnteza — intensificado pelo período de chuvas — antes que ele chegue ao leito principal do rio. Após a retenção, as equipes operacionais realizam o recolhimento e o material é enviado ao aterro sanitário municipal.
“Estamos criando uma linha final de defesa para o nosso rio. Em apenas sete dias, 40 toneladas deixaram de chegar ao Rio Negro”, destacou o secretário da Semulsp, Sabá Reis.

Balanço e descarte de animais
O sistema de contenção de Manaus agora conta com 14 pontos estratégicos. Segundo dados da prefeitura, somente em janeiro de 2026, as ecobarreiras da capital retiveram 378 toneladas de lixo.
Durante a manutenção desta sexta, as equipes também encontraram três cadáveres de animais domésticos (dois gatos e um cachorro) presos à rede. Os corpos foram encaminhados ao crematório municipal.
A prefeitura ressalta que o descarte de animais em rios gera riscos sanitários e ambientais graves. Para evitar a prática, o município oferece um serviço gratuito de cremação de pets, que pode ser solicitado pelo telefone (92) 99164-3555, de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h.
Conscientização
Apesar da eficácia das barreiras físicas, a gestão municipal reforça que a medida é paliativa. “A estrutura segura o que já foi descartado, mas a mudança de comportamento é o passo mais importante”, afirmou o secretário, apelando para que a população utilize os canais corretos de coleta e evite o descarte irregular nos igarapés.








