Prefeitura de Manaus instala 14ª ecobarreira e amplia rede de proteção contra lixo no Rio Negro

Equipamento foi colocado no encontro dos igarapés do 40 e do Mestre Chico, na Zona Sul. Sistema atual impede que quase 300 toneladas de resíduos cheguem ao rio mensalmente.

A Prefeitura de Manaus ampliou, nesta quinta-feira (12), a rede de proteção ambiental da capital com a instalação da 14ª ecobarreira. O novo equipamento foi posicionado no encontro entre os igarapés do 40 e do Mestre Chico, nas proximidades do Ecoponto Educandos, na Zona Sul da cidade.

O sistema de ecobarreiras funciona como uma barreira física que retém o lixo descartado irregularmente em ruas e igarapés, impedindo que os resíduos cheguem ao leito do Rio Negro. Segundo a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), o conjunto dessas estruturas retira, em média, 300 toneladas de lixo por mês das águas.

“Não é uma ecobarreira isolada. É uma rede de proteção ambiental, construída de forma estratégica nos igarapés da cidade. Esse material vem, principalmente, das lixeiras viciadas e é carregado pelas águas da chuva”, explicou o secretário da Semulsp, Sabá Reis.

Eficiência operacional

A escolha do local para a 14ª unidade foi estratégica. Por estar próxima ao Ecoponto da Zona Sul, a retirada dos resíduos retidos pode ser feita com maior rapidez, garantindo que o fluxo do igarapé não seja obstruído e que o material tenha a destinação ambiental correta.

Desde o início da implementação do projeto, a prefeitura estima que quase 8 mil toneladas de resíduos sólidos deixaram de poluir o Rio Negro graças às barreiras. Além do benefício ambiental, a contenção do lixo ajuda a:

  • Reduzir o entupimento de bueiros e redes de drenagem;

  • Diminuir a incidência de alagamentos em áreas urbanas;

  • Proteger a fauna aquática e a saúde pública.

‘Solução amazônica’

O projeto das ecobarreiras é de autoria do ativista ambiental Manuel Ademar, conhecido como “Mazinho da Carbrás”. Ele destaca que a eficácia da tecnologia está na cobertura em rede. “Quando você cria uma rede bem posicionada, você reduz drasticamente o impacto do lixo nos rios. É uma solução simples, eficaz e adaptada à realidade amazônica”, afirmou.

Apesar da ampliação da rede, a Semulsp reforça que a colaboração da população é essencial. O descarte irregular de lixo doméstico em áreas de encosta e igarapés continua sendo o principal desafio para a manutenção da limpeza dos cursos d’água em Manaus.

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