Uma mãe atípica denuncia a ausência de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) ao filho, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível de suporte 2, que está sem acompanhamento desde 2022, em Manaus.
Segundo o relato da mãe, a última consulta ocorreu na Policlínica Codajás. Desde então, o adolescente não recebe atendimento multidisciplinar fundamental para o desenvolvimento de pessoas com autismo e permanece sem assistência na rede pública.
Com o avanço da idade, a situação se agravou. Atualmente, o adolescente com 14 anos, não se enquadra nos serviços oferecidos por unidades como os Centros de Atenção Integral à Criança (CAICs), que atendem apenas crianças de até 11 anos, deixando adolescentes fora da cobertura.
A mãe relata dificuldades constantes para conseguir atendimento e descreve o cenário como angustiante diante da ausência de suporte adequado para o filho.
Especialistas apontam que o acompanhamento contínuo de pessoas com TEA, especialmente em níveis de suporte mais elevados, é essencial para o desenvolvimento cognitivo, social e emocional. A ausência de terapias como fonoaudiologia, psicologia e terapia ocupacional pode comprometer significativamente a evolução e a autonomia desses indivíduos.
O caso evidencia uma lacuna no sistema público de saúde, sobretudo no atendimento a adolescentes com autismo, que frequentemente ficam desassistidos ao ultrapassarem a faixa etária atendida por programas específicos.
Diante da situação, a mãe cobra providências das autoridades de saúde e reforça a necessidade de ampliação dos serviços públicos voltados a pessoas com TEA, garantindo acompanhamento contínuo e adequado em todas as fases da vida.









