O Tribunal de Justiça do Amazonas decidiu manter a prisão preventiva de Cleusimar Cardoso e Ademar Cardoso, mãe e irmão de Djidja Cardoso, ao negar o pedido de revogação apresentado pela defesa.
A decisão foi assinada pela desembargadora Luiza Cristina Marques, que entendeu não haver elementos suficientes para conceder a soltura em caráter urgente. Segundo a magistrada, questões como o alegado excesso de prazo e a fundamentação da prisão ainda precisam de análise mais aprofundada.
A defesa argumentou que os investigados estão presos há mais de 600 dias sem condenação definitiva, o que configuraria constrangimento ilegal. No entanto, a desembargadora determinou que o caso seja encaminhado para julgamento pelo colegiado do tribunal.
Cleusimar e Ademar foram presos em maio de 2024, no mesmo dia em que Djidja Cardoso foi encontrada morta em sua residência, em Manaus.
As investigações apontam a atuação de um grupo ligado a uma suposta seita, que utilizaria cetamina, substância de uso veterinário adquirida ilegalmente para induzir estados de transe em participantes.
O caso ganhou grande repercussão no Amazonas devido à complexidade das investigações, que envolvem possível organização estruturada e uso irregular de substâncias controladas.
Em 2025, uma condenação relacionada ao processo chegou a ser anulada pelo próprio TJAM após a identificação de falhas processuais, como a ausência de acesso da defesa a laudos considerados importantes, o que levou à reavaliação do caso e reforçou a necessidade de análise detalhada por instâncias superiores.
Com a nova decisão, os investigados permanecem presos preventivamente enquanto o mérito do pedido de liberdade será analisado de forma definitiva pelos desembargadores do Tribunal de Justiça do Amazonas.








