A Justiça do Amazonas condenou, na madrugada desta segunda-feira (1º), Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva pelo assassinato de Débora da Silva Alves, de 18 anos, que estava grávida de oito meses quando foi morta em julho de 2023. A decisão foi proferida após cinco dias de julgamento no Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus.
Gil Romero Machado Batista foi condenado por homicídio qualificado, feminicídio, aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver. A pena fixada foi de 63 anos, 7 meses e 19 dias de prisão em regime fechado.
Já José Nilson Azevedo da Silva foi condenado a 17 anos e 8 meses de prisão por homicídio qualificado por motivo torpe. O Conselho de Sentença afastou duas qualificadoras e a acusação de feminicídio em relação ao réu.
A sentença foi proferida pelo juiz Fábio Alfaia, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri. O julgamento teve início na última quarta-feira (27) e foi encerrado apenas nas primeiras horas desta segunda-feira devido à complexidade do caso e ao grande número de testemunhas e provas analisadas.
Segundo a decisão, a condenação foi baseada em laudos periciais, certidão de óbito, relatórios investigativos, imagens de câmeras de segurança, dados de rastreamento, depoimentos de testemunhas e confissões prestadas pelos acusados durante a investigação.
Débora desapareceu no dia 29 de julho de 2023 após sair de casa para encontrar Gil Romero Machado Batista, apontado pelas investigações como pai do bebê que ela esperava. Segundo a Polícia Civil, ele teria prometido entregar dinheiro para a compra do berço da criança.
O corpo da jovem foi encontrado no dia 3 de agosto de 2023 em uma área de mata no bairro Mauazinho, zona leste de Manaus. As investigações concluíram que Débora foi assassinada por asfixia e teve o corpo queimado para ocultar vestígios do crime.
De acordo com o Ministério Público do Amazonas (MPAM), Gil Romero mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima e não queria assumir a gravidez. A acusação sustentou que o crime foi motivado pela tentativa de esconder a relação e evitar as consequências da gestação.
As investigações também apontaram que, após o assassinato, houve ocultação do cadáver e destruição de provas.
Presos desde 2023, os dois condenados permanecem à disposição da Justiça para cumprimento das penas. O caso foi considerado um dos crimes de maior repercussão dos últimos anos no Amazonas.
SIGA NOSSO CANAL PORTAL PONTA NEGRA MANAUS
📲PARTICIPE DO NOSSO GRUPO DE WHATSSAP









