JUSTIÇA CONDENA ACUSADOS PELA MORTE DE DÉBORA ALVES E DO BEBÊ APÓS CINCO DIAS DE JULGAMENTO EM MANAUS

Caso que chocou o Amazonas teve desfecho judicial após sessão do Tribunal do Júri que durou cinco dias no Fórum Henoch Reis.

Foto: Reprodução

A Justiça do Amazonas condenou, na madrugada desta segunda-feira (1º), Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva pelo assassinato de Débora da Silva Alves, de 18 anos, que estava grávida de oito meses quando foi morta em julho de 2023. A decisão foi proferida após cinco dias de julgamento no Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus.

Gil Romero Machado Batista foi condenado por homicídio qualificado, feminicídio, aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver. A pena fixada foi de 63 anos, 7 meses e 19 dias de prisão em regime fechado.

Já José Nilson Azevedo da Silva foi condenado a 17 anos e 8 meses de prisão por homicídio qualificado por motivo torpe. O Conselho de Sentença afastou duas qualificadoras e a acusação de feminicídio em relação ao réu.

A sentença foi proferida pelo juiz Fábio Alfaia, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri. O julgamento teve início na última quarta-feira (27) e foi encerrado apenas nas primeiras horas desta segunda-feira devido à complexidade do caso e ao grande número de testemunhas e provas analisadas.

Segundo a decisão, a condenação foi baseada em laudos periciais, certidão de óbito, relatórios investigativos, imagens de câmeras de segurança, dados de rastreamento, depoimentos de testemunhas e confissões prestadas pelos acusados durante a investigação.

Débora desapareceu no dia 29 de julho de 2023 após sair de casa para encontrar Gil Romero Machado Batista, apontado pelas investigações como pai do bebê que ela esperava. Segundo a Polícia Civil, ele teria prometido entregar dinheiro para a compra do berço da criança.

O corpo da jovem foi encontrado no dia 3 de agosto de 2023 em uma área de mata no bairro Mauazinho, zona leste de Manaus. As investigações concluíram que Débora foi assassinada por asfixia e teve o corpo queimado para ocultar vestígios do crime.

De acordo com o Ministério Público do Amazonas (MPAM), Gil Romero mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima e não queria assumir a gravidez. A acusação sustentou que o crime foi motivado pela tentativa de esconder a relação e evitar as consequências da gestação.

As investigações também apontaram que, após o assassinato, houve ocultação do cadáver e destruição de provas.

Presos desde 2023, os dois condenados permanecem à disposição da Justiça para cumprimento das penas. O caso foi considerado um dos crimes de maior repercussão dos últimos anos no Amazonas.

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