A decisão da Justiça do Amazonas que colocou em liberdade o policial militar Hudson Marcelo Vilela de Campos, envolvido na abordagem que resultou na morte do jovem Carlos André de Almeida Cardoso, de 19 anos, provocou forte reação da defesa da família da vítima. O Ministério Público apontou, com base em vídeos, que os disparos foram efetuados pelo sargento Belmiro Wellington Costa Xavier, e que Hudson não teria participação direta nos tiros, o que fundamentou a revogação da prisão. No entanto, o caso ganhou novos contornos após a divulgação de uma nota pública da defesa contestando essa versão.
Em nota assinada pelo advogado Alexandre Torres Jr., a defesa afirma ter recebido com indignação a soltura do policial e sustenta que há elementos na investigação que indicam atuação conjunta dos agentes. Segundo o documento, imagens de câmeras de segurança mostrariam que, após o disparo, Hudson teria descido da viatura e agredido a vítima com uma coronhada e chutes enquanto ela ainda agonizava. A defesa também denuncia que familiares estariam sendo alvo de intimidação por policiais, inclusive após a soltura do militar, e critica o que classifica como omissão do Ministério Público diante das denúncias. Outro ponto levantado é a dificuldade de acesso ao Procedimento Investigatório Criminal, que estaria sob sigilo judicial, o que, segundo os advogados, compromete o direito da família de acompanhar o caso.
A defesa informou que irá adotar medidas legais para incluir o policial novamente no polo das investigações e pedir seu retorno à prisão, além de atuar como assistente de acusação no processo. O caso segue em apuração e continua gerando forte repercussão em Manaus, ampliando o debate sobre conduta policial e responsabilização em abordagens.
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Vídeo: Reprodução/Instagram @alexandretorresjr








