A apreensão de drogas no Amazonas resultou em um duro golpe contra o crime organizado durante os seis primeiros meses de 2026. Entre janeiro e junho, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) retirou de circulação 6,8 toneladas de entorpecentes. Além disso, as operações causaram um prejuízo estimado em R$ 132,2 milhões às organizações criminosas. O resultado reúne ações do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc) e do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), com apoio de outras unidades especializadas.
Apreensão de drogas no Amazonas fortalece combate ao narcotráfico
Segundo a Polícia Civil, o balanço do primeiro semestre reflete o trabalho integrado entre equipes de investigação, inteligência policial e operações estratégicas. As ações ocorreram em diferentes regiões do estado.
Além disso, os investigadores concentraram esforços para desarticular organizações criminosas envolvidas com o tráfico de drogas. Dessa forma, reduziram a circulação de entorpecentes e enfraqueceram a estrutura financeira dos grupos investigados.
O delegado-geral da Polícia Civil, Bruno Fraga, destacou que o resultado representa um importante avanço no enfrentamento ao narcotráfico.
Segundo ele, as apreensões demonstram o compromisso da instituição com o combate ao crime organizado. Também refletem os investimentos realizados pelo Governo do Amazonas na área da segurança pública.
Ainda conforme o delegado, a Polícia Civil continuará intensificando as ações de inteligência. Da mesma forma, ampliará as investigações e as operações para aumentar os resultados ao longo do ano.
Grandes operações marcaram o primeiro semestre
Uma das maiores apreensões ocorreu em fevereiro. Na ocasião, o Denarc contou com o apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core-AM). Juntas, as equipes apreenderam uma tonelada de maconha do tipo skunk, avaliada em mais de R$ 19 milhões.
Durante a operação, os policiais prenderam três homens, de 26, 44 e 48 anos. Conforme as investigações, o suspeito de 48 anos liderava o grupo criminoso. Ele possui origem colombiana e também nacionalidade brasileira. Além disso, os investigadores apontam que ele coordenava o transporte de drogas pelo Rio Negro.
Posteriormente, em março, o DRCO realizou a maior apreensão do semestre. A operação contou com o apoio da Core-AM e da Delegacia Fluvial (Deflu).
Na ação, os investigadores localizaram aproximadamente 4,5 toneladas de skunk. A carga está avaliada em mais de R$ 86 milhões.
Além da droga, os policiais apreenderam uma balsa, um empurrador e dois botes de pequeno porte. O grupo utilizava as embarcações para transportar o entorpecente. Durante a operação, os agentes também prenderam um homem em flagrante.
O Amazonas permanece como uma das principais rotas do tráfico de drogas na Região Norte. Por isso, a Polícia Civil intensifica operações de inteligência e ações integradas para interceptar carregamentos ilícitos.
Ao mesmo tempo, o trabalho conjunto entre os departamentos especializados fortalece o combate às organizações criminosas. Além disso, reduz o fluxo financeiro gerado pelo narcotráfico.
A Polícia Civil informou que continuará ampliando as investigações e as operações ao longo de 2026. O objetivo é combater o narcotráfico em todo o estado. Além disso, a corporação pretende manter o ritmo das apreensões e enfraquecer ainda mais a atuação das organizações criminosas no Amazonas.
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