A Polícia Civil do Amazonas aprofundou as investigações sobre o caso da falsa médica Sophia Livas de Morais Almeida e indiciou seu irmão, Dib Almeida, por envolvimento direto em um esquema de venda de atestados médicos falsos em Manaus. A informação foi confirmada na última quinta-feira (22).
Dib se apresentou de forma voluntária à delegacia, sem a presença de advogado, e prestou depoimento. Ele foi indiciado pelos crimes de falsidade ideológica, furto qualificado e associação criminosa. Também foi indiciada uma funcionária de uma clínica particular, suspeita de participar da emissão dos documentos ilegais.
Sophia, por sua vez, foi presa na segunda-feira (20). Ela se apresentava falsamente como médica especializada em saúde infantil e atendimento a gestantes. Formada apenas em Educação Física, Sophia montou toda uma estrutura para sustentar a fraude: usava jaleco, carimbos de médicas reais, participava de plantões hospitalares e posava ao lado de pacientes para dar veracidade à encenação.
Segundo a polícia, Sophia chegou a receitar medicamentos controlados para pelo menos duas crianças com autismo, sem ter formação adequada. Ela também se promovia nas redes sociais como “médica humanizada” e dizia atuar em pesquisas científicas, como o “Projeto Renomica Brasil”, que trata de doenças cardiovasculares.
No Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), Sophia teria conseguido o carimbo de uma médica real que compartilha o mesmo primeiro nome, o que lhe permitia realizar atendimentos e prescrever medicamentos de maneira ilegal. Em nota, o HUGV informou que Sophia nunca atuou como médica na instituição e que não possui qualquer vínculo profissional atual com o hospital.
A Universidade Federal do Amazonas (Ufam), por sua vez, confirmou que ela foi aluna de mestrado na área de Educação Física, mas que atualmente não mantém qualquer ligação com a universidade.
O caso segue sob investigação e novos desdobramentos não estão descartados.








