Uma mulher presa por homicídio voltou a ser alvo da Justiça após 18 anos do crime ocorrido no bairro Colônia Santo Antônio, zona norte de Manaus. A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) capturou a suspeita de 44 anos, acusada de matar uma mulher ao atear fogo nela após descobrir uma suposta traição do companheiro.
A prisão ocorreu na terça-feira (9), durante uma ação do 18º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro Novo Israel, também na zona norte da capital.
Mulher presa por homicídio descobriu suposta traição
Segundo o delegado Rodolfo Sant’Anna, as investigações apontaram que a filha do casal encontrou o pai com outra mulher dentro da residência da família enquanto a mãe estava ausente.
Ao retornar para casa e tomar conhecimento da situação, a investigada teria ficado abalada emocionalmente. Além disso, testemunhas relataram o forte impacto causado pela descoberta.
De acordo com a Polícia Civil, a mulher procurou uma vizinha, conseguiu um recipiente, colocou álcool no recipiente e, logo depois, encontrou a suposta amante do companheiro dentro da residência.
Mulher presa por homicídio ateou fogo na vítima
Conforme as investigações, a autora despejou o líquido inflamável sobre a vítima e ateou fogo.
A mulher sofreu graves queimaduras e não resistiu aos ferimentos. Como consequência, ela morreu pouco tempo após o ataque.
Por esse motivo, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso e identificar todas as circunstâncias do crime.
Mulher presa por homicídio estava foragida desde 2013
Durante as investigações, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva da suspeita. Em seguida, a Justiça autorizou a medida em 2013.
No entanto, a mulher permaneceu foragida por vários anos.
Recentemente, ela procurou uma unidade policial para registrar um boletim de ocorrência. Durante a consulta aos sistemas de segurança, os agentes identificaram o mandado de prisão em aberto e efetuaram a captura imediatamente.
Crimes passionais costumam ocorrer em contextos de conflitos familiares e relacionamentos afetivos. Entretanto, especialistas destacam que situações de traição ou desentendimentos conjugais não justificam atos de violência.
Além disso, a legislação brasileira prevê punições severas para crimes praticados com extrema violência ou por motivo considerado fútil, circunstâncias que podem agravar a responsabilização criminal dos envolvidos.
Após a prisão, a mulher foi encaminhada para os procedimentos legais e permanecerá à disposição da Justiça. Enquanto isso, o caso segue registrado como homicídio qualificado por motivo fútil.
📲PARTICIPE DO NOSSO GRUPO DE WHATSSAP










