Rio Negro deve atingir 28,20 metros na cheia de 2026, projeta Serviço Geológico do Brasil

Previsão foi apresentada durante o 3º Alerta de Cheias do Amazonas; Defesa Civil de Manaus constrói pontes provisórias e monitora bairros como São Jorge e Educandos.

O Rio Negro deve atingir a cota máxima de 28,20 metros durante a cheia deste ano em Manaus. A estimativa oficial foi divulgada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) durante o 3º Alerta de Cheias do Amazonas, evento realizado nesta semana para alinhar as estratégias de prevenção e resposta diante da subida dos rios na região.

Segundo os técnicos do SGB, a cota prevista serve como parâmetro para o planejamento de ações de pronta resposta e para o dimensionamento do suporte às famílias que vivem em áreas de risco. Apesar de o índice monitorado indicar uma subida gradual, o nível não é classificado como uma cheia severa pelas autoridades.

Monitoramento e passarelas de madeira

Durante o encontro, a Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil Municipal (Sepdec) apresentou o plano de contingência para a capital. Duas áreas urbanas já recebem atenção reforçada do município devido ao avanço da água: os bairros São Jorge, na Zona Oeste, e Educandos, na Zona Sul.

“Nós temos a informação de que a cheia pode chegar até 28,20 metros, não é uma cheia severa, mas o trabalho da Defesa Civil Municipal já está acontecendo. Nós temos dois bairros que recebem atenção reforçada, o São Jorge e o Educandos, temos pontes provisórias sendo construídas nessas áreas, além do monitoramento diuturno para possíveis intervenções em outras localidades, caso seja necessário”, explicou o secretário-executivo da Defesa Civil Municipal, coronel Lima Júnior.

Além da construção de pontes de madeira provisórias para garantir o direito de ir e vir dos moradores nas áreas alagadas, o plano prevê ações de assistência humanitária em comunidades ribeirinhas e outros pontos críticos da capital.

Projeções climáticas

O evento reuniu diferentes órgãos de monitoramento e pesquisa para cruzar dados climáticos e operacionais. O pesquisador Renato Sena, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), apresentou análises meteorológicas e projeções de chuva para os próximos meses, que vão subsidiar as tomadas de decisão das equipes de resgate e engenharia.

A Defesa Civil do Estado do Amazonas também participou do encontro, detalhando o panorama das ações estaduais de mitigação e o suporte logístico enviado aos municípios do interior que já sofrem com os impactos do período de cheia.

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