A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus), prendeu em flagrante, na terça-feira (19), um homem de 26 anos pelos crimes de aliciamento de criança por meio de comunicação eletrônica e estupro de vulnerável.
O indivíduo era obreiro da igreja que a família da vítima frequentava.
As investigações tiveram início após a mãe da vítima, uma criança de 11 anos, comparecer à delegacia informando ter encontrado conversas de cunho sexual entre sua filha e o investigado em uma rede social.
Segundo a delegada Joyce Coelho, a mãe relatou que a criança passou a apresentar comportamento estranho, estando frequentemente agressiva e isolada com o aparelho celular. Diante da gravidade do conteúdo encontrado, a genitora registrou as mensagens e procurou imediatamente a unidade policial.
“O autor utilizava declarações amorosas para envolver emocionalmente a criança, insinuando namoro e casamento com a vítima. Além disso, encontramos mensagens do autor solicitando imagens íntimas da menina e dizendo que o relacionamento dos dois deveria continuar em segredo por ser ‘um amor proibido’”, detalhou a delegada.
A criança confirmou que conheceu o homem em um evento religioso, e desde então ambos passaram a manter contato.
Durante interrogatório, o suspeito afirmou que mantinha contato com a vítima por rede social, porém negou intenção de relacionamento amoroso e alegou desconhecer a idade dela.
O aparelho celular utilizado pelo indivíduo foi apreendido e será encaminhado para perícia técnica, visando aprofundar as investigações e verificar a existência de outros conteúdos relacionados aos fatos apurados.
O indivíduo foi autuado em flagrante e permanecerá à disposição da Justiça, sendo submetido à audiência de custódia.
O caso expõe uma situação duplamente grave: a violência sexual contra uma criança de apenas 11 anos e o abuso de confiança por parte de um obreiro da igreja frequentada pela família. A polícia não descarta a possibilidade de outras vítimas, considerando o fácil acesso que o suspeito tinha a crianças no ambiente religioso e o uso de perfis em redes sociais para aliciamento. As investigações seguem na DEP de Manacapuru.
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