PL-AM expulsa pré-candidato investigado por esquema de R$ 75 milhões e fraudes financeiras no Am

Foto: Reprodução

O Partido Liberal no Amazonas (PL-AM) anunciou, nesta quarta-feira (25/02), a expulsão do empresário Anderson Ricardo Lima dos Santos Bandeira, investigado na operação “Negócio Turvo”, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas.

Conhecido nas redes sociais como pastor e que havia anunciado pré-candidatura a deputado estadual pela sigla, Anderson é apontado como um dos principais articuladores de um suposto esquema de golpes financeiros que teria movimentado mais de R$ 75 milhões. Após a divulgação da operação, ele desativou seus perfis nas redes sociais e passou a figurar como procurado pela polícia.

Em nota oficial, o PL-AM informou que o empresário foi desligado da legenda por “não atender aos valores e diretrizes do partido”. A decisão, segundo a sigla, já foi formalmente comunicada ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).

A operação foi conduzida pelo 25º Distrito Integrado de Polícia (DIP), sob coordenação do delegado Leonardo Marinho. De acordo com as investigações, o grupo utilizava dados extraídos de portais da transparência para identificar servidores públicos com margem consignável disponível.

A partir dessas informações, as vítimas eram convencidas a contratar empréstimos consignados de alto valor e transferir o montante à empresa investigada. Em troca, recebiam a promessa de que as parcelas seriam quitadas pelo grupo, além da oferta de lucros adicionais sobre o valor investido.

Segundo a Polícia Civil, após o pagamento das primeiras parcelas, os repasses deixavam de ser feitos, gerando prejuízos significativos às vítimas.

A organização é investigada por estelionato, lavagem de capitais, falsidade ideológica, falsificação de documentos, sonegação fiscal e crimes contra o sistema financeiro.

As apurações apontam que o grupo atuava dividido em três núcleos:

  • Diretivo: responsável pelo comando da empresa usada como fachada e pela estratégia de captação de vítimas;

  • Operacional: encarregado de formalizar contratos fraudulentos e executar as transações financeiras;

  • Lavagem de dinheiro: responsável por ocultar e reinserir os valores no sistema financeiro com aparência de legalidade.

A Justiça expediu oito mandados de prisão. Até o momento, oito pessoas foram presas. Anderson Ricardo está entre os três foragidos, junto com Carlos Augusto da Silva Freitas e Emanuelle Rosa Ramos dos Santos.

Os mandados foram cumpridos em Manaus e no Rio de Janeiro. Durante a operação, foram apreendidos 32 veículos, armas de fogo, munições, documentos e equipamentos eletrônicos.

A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outras possíveis vítimas e aprofundar a análise do material apreendido.

O caso ganha repercussão política diante da expulsão do empresário do Partido Liberal, que reforçou em nota que ele não integra mais os quadros da legenda desde a decisão comunicada ao TRE-AM.

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