Uma operação integrada das forças de segurança encerrou o funcionamento de uma adega irregular na madrugada deste sábado (7), no bairro Alvorada, zona centro-oeste de Manaus. Durante a ação, mais de 30 adolescentes, com idades entre 15 e 17 anos, foram flagrados consumindo bebida alcoólica dentro do estabelecimento.
A operação foi coordenada pela Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio da 10ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), com apoio da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e da Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente. Os jovens foram acolhidos pela Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) e encaminhados ao Centro Integrado de Atenção à Criança e ao Adolescente (Ciaca).

Segundo o comandante da 10ª Cicom, major Cordeiro, a ação faz parte da Operação Impacto e reuniu equipes da Rocam, Força Tática, Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e SSP-AM. O objetivo principal foi combater a prática de “rolezinhos” e fiscalizar adegas que funcionam de forma irregular.
De acordo com o comandante, o local apresentava superlotação. Apesar de ter capacidade para cerca de 100 pessoas, mais de 300 frequentadores estavam no interior do estabelecimento. A adega também funcionava sem a documentação exigida pelo Corpo de Bombeiros.
Durante as buscas, policiais encontraram uma balança de precisão e uma porção de maconha. Todas as pessoas que estavam dentro e nas proximidades foram abordadas e revistadas. Em paralelo, equipes do Detran-AM e do IMMU apreenderam 33 motocicletas por irregularidades. A ação contou ainda com apoio da Amazonas Energia.
O major Cordeiro ressaltou que o estabelecimento já era alvo de diversas denúncias, incluindo suspeitas de funcionar como ponto de venda de drogas e de reunir pessoas ligadas a atividades criminosas. Segundo ele, as fiscalizações vão continuar em áreas com maior incidência de crimes para reforçar a segurança da população.
A secretária da Sejusc, Jussara Pedrosa, destacou que a operação foi bem-sucedida ao retirar adolescentes de uma situação de risco. Os jovens receberam atendimento com apoio do Conselho Tutelar, do Juizado da Infância e Adolescência (JIJI) e da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM). Posteriormente, os responsáveis legais serão chamados para orientações.









